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27/10/2009

' saudade '

Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa,
dói morder a língua,
dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade de um filho que estuda fora.
Saudade do gosto de uma fruta que
não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu,
do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida
é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem
se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade,
mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem
vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se
menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe
como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando
num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa
daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista
como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa
daquela mania de estar sempre ocupada;
se ele tem assistido às aulas de inglês,
se aprendeu a entrar na Internet
e encontrar a página do Diário Oficial;
se ela aprendeu a estacionar entre dois carros;
se ele continua preferindo Malzebier;
se ela continua preferindo suco;
se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados;
se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor;
se ele continua cantando tão bem;
se ela continua detestando o MC Donald’s;
se ele continua amando;
se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer
com os dias que ficaram mais compridos;
não saber como encontrar tarefas
que lhe cessem o pensamento;
não saber como frear as lágrimas diante de uma música;
não saber como vencer a dor
de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro,
e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz,
e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos.
É não querer saber se ele está mais magro,
se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama,
e ainda assim doer…
Saudade é isso que senti
enquanto estive escrevendo
e o que você, provavelmente, está sentindo
agora depois que acabou de ler.
Miguel Falabella

' Eu sou egoísta '

A minha melhor característica? Ser egoísta. Não, isso não é uma boa característica. Mas é que eu sei ser muito bem isso. Não sou muito aquele tipo de pessoa exemplar. Caridades. Altruísmo ou até mesmo agrados não fazem parte. Se eu sinto por ser assim? Não consigo! Talvez esse meu egoísmo todo venha para algum bem. Não penso nos sentimentos dos outros. São sempre nos meus. Eu não me importo o que esteja sentindo. Desde que me faça feliz. E se eu já te fiz mal, foi mais um dos meus surtos de egoísmo. Eu quis que você sofresse, tudo aquilo que venho sofrendo até agora. E não medi esforços pra isso. Eu quero sim, que você deixe tudo por mim. Quero que faça loucuras. Quero exclusividade. Que me sentir a única novamente. Quero tudo que você tenha a me oferecer e que me faça ser única. Todo o seu charme, seu sorriso, suas mãos. Tudo que remete a você. Eu quero só pra mim. Eu não sei compartilhar, dividir. E nesses tempo estou fazendo isso com você e comigo. Não quero mais ter que te ver por aí, sem mim. Não quero mais que se divirta com os outros. Não quero mais que fique longe. E não quero ter que tentar te magoar. Não quero mais ter que me dividir. Não quero mais isso. Nada mais. Pois é, eu sou egoísta. Sou por mim e por você. Não quero que tenha vida longe de mim. E, eu não me permito ter vida longe de você. Até porque, eu não consigo.

09/09/2009

Continue

Chata, neurótica, louca, obsessiva, impaciente é a mãe. Eu sei que tudo isso passa pela sua cabeça. É, passa na minha também. Eu sei dos meus defeitos. Se eu vou consertá-los? Jamais. Ainda mais por você. Faço questão de te atormentar sempre que puder. Algum dia posso te perder de vez por conta de disso? Paciência. Mas ainda sou convicta com as minhas teorias. Você lembrará de todas as vezes que fui tudo isso e junto virá outras lembranças que complementam aquele meu misto de pessoa complicada com menina legal. E assim, você recordará de todas as nossa brigas e suas consequências nada ruins. Também virá em sua mente, aquele momento em que você se pergunta o por quê. Por que eu preciso tanto da sua atenção. Por que eu te ligo. Por que eu faço milhões de perguntas, que nunca são respondidas e mesmo assim não me canso. Por que eu ainda morro de ciúmes. Por que eu ainda faço planos. Por que mesmo longe eu ainda sou presente. Você como sempre não saberá respondê-las. E é aí que eu entro. Te explico que mesmo brigando, que mesmo te ofendendo, mesmo te cobrando (mas fazendo um esforço enorme pra que isso que não aconteça), que mesmo te ameaçando de todas as formas. Eu só quero que você continue. Sim, continue me elogiando da forma mais bizarra. Sentindo saudade de certas partes do meu corpo e não da minha essência. Começando suas frases com 'ordinária' e terminando com ' te adoro'. Continue a me ligar em horário de almoço. Continue falando que tem planos. Continue discutindo. Continue brigando sempre que puder. Continue pensando em mim. E sempre continue me deixando pensar que ainda me ama.

08/09/2009

Por Tati B.

'Não tenha medo da quantidade absurda de carinho que eu quero te fazer. E de eu ser assim e falar tudo na lata.'
'E tudo bem, não é você, nunca foi, mas escuta a maluquice: é que nada disso impede que eu sinta um amor absurdo por você.'
'Você, que já foi tudo e mais um pouco, é agora um quase. Um quase que não me deixa ser inteira em nada.'


[.Tati Bernadi.]

' Imperfeição '

Tenho passado os último meses sendo uma pessoa indecisa ou até mesmo vulnerável. Quero e queria certas coisas que não estavam em meu alcance. Eu nunca soube se o que estava fazendo era certo. Se seria algo bom ou ruim. Passageiro. No final das contas, passageiro. Não sou daquelas pessoas que se apega de uma maneira 'desapegável'. Talvez esse seja meu maior erro. Me desfazer das coisas, que no caso são pessoas. Não é algo de difícil realização. Mas meu consolo é que existem pessoas na minha vida que sim, são insubstituíveis. Pelo menos até agora, está sendo. Posso discordar das suas atitudes. Posso odiar seu estilo musical. E te ver de cabelo raspado me dá a maior vontade de dizer " Cara, qual o seu problema?'. Você não faz idéia de que seu cabelo bagunçado te deixa cool. Mesmo não sendo uma pessoa cool. Convenhamos, né? Mesmo odiando a sua preguiça para leitura e até para escrita, né? Você é uma pessoa insubstituível. Eu achei que durante aquele tempo eu poderia te moldar. Mas te moldar pra quê? Você era exatamente aquilo que eu nunca procurei e nunca pensei em procurar mais perfeito. É, perfeito daquela maneira imperfeita. Mas éramos, somos e seremos ótimos juntos. A maior parte do tempo passo pensando em você. E se deveria ter mudado algo. E não. Definitivamente não. Nada melhor do que todo esse tempo longe para provar que você é a imperfeição mais perfeita que eu poderia esperar. Que poderia querer. Afinal, nós nunca nos apaixonamos por quem faz tudo certo.

01/06/2009

.Assombro-te.

E então eu morri. E me aconselharam a desapegar e seguir a luz. E não, mais uma vez não segui os conselhos. E fiquei por aí vagando e te assombrando todos os dias. São aparições inadequadas. E bú, mais uma vez te assusto. São em seus sonhos, durante a noite apareço para puxar seu pé, mas com o propósito de atraí-lo para perto do meu e assim esquentá-lo. Como você costumava fazer. Venho tentando de uma forma inoperante, o desapego. Mas antes de tudo, prefiro atormentar-te. Sim, quero assombrá-lo muito, antes de descansar em paz. Você ainda me verá exatamente no lugar em que me deixou, você ainda irá comparar tudo e todos a mim. Você ainda pensará horas a fio. E nesses dias em que sua mente não conseguir focar-se em outra coisa. Definitivamente, sou eu! Sou eu fazendo com que não consiga desapegar assim como eu, sou eu fazendo com que as lembranças que tenha comigo não sejam esquecidas, sou eu, como sempre te assombrando. Para que nosso apego continue, mesmo que seja um apego forjado. Assombrado!

31/05/2009

E perceberei...

Procuro entender sempre o que faz de você ser tão diferente. Procuro entender, por que suas piadas são engraçadas, por que seu sorriso é indiscutível, por que você me deixa confusa. Como você consegue me deixar sem palavras e continuar perfeitamente uma frase minha? Eu queria me mostrar de outra forma pra você. Queria que você soubesse que não sou a garota insegura que você conheceu (mesmo sendo mentira). Queria que soubesse que não fui totalmente sincera com você hoje e que sinceridade será uma coisa difícil de arrancar de mim nesses dias. Não, não estou mentindo pra você, só não estou falando tudo que eu realmente tenho vontade. Mesmo assim já me precipitei muito. Queria poder, pelo menos essa vez ser cautelosa, ser segura e não ter medo de te perder. Sei que não te tenho, mas o pouco que tenho. Queria poder entender o por quê de tudo e saber assumir os erros e não cometê-los novamente. Queria não ter esperança ou pelo menos ser realista, mas não sou pé no chão. Queria poder saber esperar e saber quando te falar as coisas, mas as vezes atropelo as palavras e você entende pela metade. Queria admitir que seguimos caminhos diferentes, que talvez não te conheça como imaginei e que não posso te cobrar reciprocidade de nada. Eu queria entender, eu queria admitir, queria fazer tantas coisas diferentes, mas quando se resume a uma única pessoa, será sempre igual. A ansiedade irá surgir. As palavras desconexas farão parte do nosso diálogo. A tentativa de me mostrar forte e indiferente aos seus comentários serão em vão. Eu me irritarei. Eu te irritarei. E te direi o quanto amo te odiar. Eu te odiarei por um minuto, e nesse único minuto eu estarei centrada, focada e perceberei o quanto sou fraca diante de você. E que na realidade, odeio te amar.
31/05

24/04/2009

Tenho saudade. Muita saudade. Não é como ondas. É constante.

16/04/2009

Duas vezes eu quase morri de saudades de você. Uma quando eu vi Closer e me lembrei que o amor, como deveria, não existe. E outra, quando escutei sem esperar a música Quem te viu, quem te vê e lembrei que você era um pedaço charmoso de tudo o que o mundo e a vida têm de mais charmoso. Você namora, casou, sei lá, com a menina de bolsas e saias bonitas que não tem cara de louca. E essa é a minha vingança, porque eu sei que você é mais feliz sem a minha loucura, mas a felicidade e a normalidade não existem. Eu fico com as as danças que sem nenhum medo das críticas eu improvisei para o nosso espaço no universo. Eu fico com o que você plantou em mim, essa erva do mal. Você sabia que eu me tornei uma mal-humorada pseudo-intelectual totalmente insuportável e crítica? Você está bem onde está, eu estou bem onde estou. Mas, como aconteceu naquele dia, em que eu passei indo com meu novo amor e cruzei com você, vindo com seu novo amor, não tem como a gente não olhar para trás.


[ Tati Berbardi ]

13/04/2009

é pra ser sincera?

É para ser sincera? Tudo bem, eu ainda tenho vontade de exterminar todos os "ka's" prata da cidade, eu passei a odiar olhos azuis, passei a preferir dentes tortos e evito algumas comidas, músicas e pesamentos. Proibi algumas expressões, nomes e piadas perto de mim. Valdemort, é seu novo pseudônimo. Sonhos com ele, são pesadelos, seu nome estampado nos lugares, são insultos. Mas o pior mesmo, é seu interesse ou curiosidade para saber o que se passa. Ele é passado, mas me atormenta. Era para ser sincera, isso nem sempre é bom!

09/01/2009

Insegurança.

Eu não possuía essa palavra no meu vocabulário, até que um dia aconteceu. Chegou de uma forma avassaladora, desestruturando todo um psicológico construído minuciosamente durante vinte anos. Sim, eu estou sendo exagerada e tenho um motivo plausível para isso. A tal da insegurança, acabou, ferrou, fodeu, mudou a minha vida. Pois é, foi algo realmente relevante em minha vida. Eu costumava ser uma pessoa sossegada, com uma vidinha comum, com amigos comuns, com filmes, músicas e livros comuns, até que um dia, tudo mudou. Eu por um tempo continuei sendo a mesma mas as coisas saíram do controle de uma forma inusitada e que eu acabei me tornando o que eu sou hoje, uma pessoa neurótica, ciumenta, estressada, irritada, desconfiada, resumindo, insegura. Certo dia eu me dei conta que, isso acaba comigo, o desgaste, o estresse, e o pensamentos insanos definitivamente não me fazem bem mas me dei conta também, que ser segura ou insegura, dentro do estado em que me encontro não parte somente de mim. Existem situações que precisam de um certo auxílio e nesta em que me encontro é uma delas. Para que um convívio dê certo, é preciso que ambos estejam de acordo, tenham uma boa comunicação e não exagere. Ok, é estranho eu dizer "não exagere", até porque não existe pessoa mais exagerada do que eu. Mas nós definitivamente precisamos de um equilíbrio. Tenho certeza que tudo que acontece hoje comigo é somente uma consequência do que vivo, do que passo. Minha insegurança não foi uma coisa que brotou do nada e sim algo que cultivaram. E podem ter certeza eu não agradeço ninguém por isso. Não existe coisa pior do que se sentir dessa forma. Como já disse, eu mudei eu não era assim, e mudanças talvez não sejam meu forte. Talvez eu devesse ser o que eu sempre fui, talvez eu tivesse que voltar as antigas e mostrar quem eu realmente sou, talvez a minha frieza e insensibilidade fosse o meu escudo. Talvez eu devesse ter continuado dura e nunca amolecido!

04/11/2008

Mas eu sempre imaginei que seriam só flores...



Sempre procurei alguém que pudesse me confrontar, que questionasse minhas atitudes, que argumentasse minhas opiniões, que tivesse o equilíbrio entre romance e não estar nem aí, que quando estivéssemos brigando gritasse mais alto que eu, que não se intimidasse com as minha grosserias e estupidez, que não me contasse todos os seus segredos, que não tivesse a maior paciência comigo, que não obedecesse tudo, resumindo, que tenha opinião própria. Sempre procurei alguém para que eu não fosse o centro das atenções, porque sendo assim me sinto superior demais e acho que posso fazer o que eu quiser e isso ao meu ver, não é tão bom. Procurei também requisitos físicos, sim eu ligo para o físico das pessoas, paixão pra mim, não é só o que está por dentro, eu faço questão dos que possuem olhos azuis, e cabelos loiros, gosto também das pessoas com nariz certinho e que não tenham sobrancelhas grossas, e pessoas com bom gosto para roupas é ótimo, e quando acham que all star e jeans combinam eu realmente me interesso. Enfim, achei que sempre fosse difícil encontrar alguém com todos essas características, eu não sou uma pessoa fácil de agradar. Opostos, não se atraem, pelo menos pra mim. Logo no início, achei que fossemos opostos. Agora eu digo, temos muito mais em comum do que imaginei. E descobri também o quanto é difícil conviver com um segundo eu. Cara, eu sou uma pessoas incrivelmente difícil de lidar. Mas o pior não é isso, o pior é quando duas pessoas com características tão parecidas resolvem entrar em conflito. É uma briga feia, e podem ter certeza, nenhum dos dois saem ganhando, não é que dê empate mas não existe conclusões, nenhum abaixa a guarda e sempre terminamos com " Vamos parar de brigar, né?". Mas é impossível... Queria poder fazê-lo entender e queria poder entendê-lo, só que mais uma vez são atitudes impossíveis. Talvez seja por isso que estejamos juntos, pelos conflitos, pelas reconciliações, pelos gritos, pelos beijos. Uma coisa compensa a outra... Mas eu sempre imaginei que seriam só flores.

01/10/2008

A Carta!

"Quando penso em alguém, é por você que fecho os olhos". Assim começava aquela carta, que tanto me fez pensar. Passado alguns parágrafos, dizia que sempre passou a vida procurando por algo que não tinha idéia que encontraria. Sempre buscou o certo nas pessoas erradas, e na maioria das vezes por motivos óbvios acabou se decepcionando. Mas que por alguma obra do destino ou coincidência, ainda não se sabe ao certo qual é mais plausível acreditar, acabou encontrando algo que nunca imaginou. Alguém com quem possa contar, alguém que sempre faz o possível e impossível para que tudo de certo, alguém com que pudesse conversar sobre todos os assuntos sem ser recrimida, alguém que sempre buscasse alguma maneira para fazê-la feliz, sorrir. Ela que sempre pensou em seus planos, que sempre foi egoísta nos seus atos, agora gosta de ter alguém para compartilhar, para contar seu dia, para dizer qual seus medos, qual suas vontades. Ela que tinha em mente uma forma de fugir das decepções corriqueiras, sendo fechada, não se entregando, não querendo dar atenção, pensando de uma forma generalizada sobre todos e nunca deixando escapar nenhuma demonstração de afeto. Mudou sua forma de pensar, de agir, de ouvir, de falar, querendo mostrar ao mundo como ela está feliz, querendo ser piegas nas palavras de afeto sem se importar se vão estranhá-la ou não, ela que tinha medo de aproximações, só quer estar ao lado dele, ela que gostava de lugares descolados e com música boa, não se importa mais, desde que esteja com ele. Ela que por algum motivo mudou todo seu jeito de ser mas que não foi de propósito, ocorreu naturalmente. Ela que nem sempre tem certeza, ela que aceita que ninguém é perfeito pra ninguém, mas com ele, pode ser ela mesmo sem precisar fingir, ela que pode contar seus pesadelos e até suas coisas fúteis, ela que pode fazer o que quiser, que pode perder o juízo, mas com ele, ela está tranquila. Quando ela pensa em alguém, é por ele que ela fecha os olhos. E assim, com as mesmas palavras do início, terminava a carta!

16/09/2008

pra sem teu. pra sempre meu. pra sempre nosso.

Somos plantas diferentes. Pássaros diferentes. Estamos experimentando nossos mundos tão excêntricos. Eu sou a bonitinha que lê uns livros e vê uns filmes. Você é essa força absoluta e avassaladora que jamais precisará abrir a boca para impor sua vitória. Quando vejo, estou calada novamente, ouvindo o que você não diz e vendo o que você não faz.

(.Tati Bernardi.)

Cade as palavras?

Quando acontecem coisas inusitadas, sempre fico pensando que colocarei expostas no meu blog. Mas dessa vez não estou encontrando as palavras para fazer o texto, na verdade não sei nem por onde começar. Posso contar como foi bom o churrasco, a bebedeira com as amigas e seus respectivos ou dizer como foi bom encontrar aquele cara, ou como assistir filmes ao seu lado não é tão bom assim. Posso falar das brigas, ah sim, as brigas, são ótimas, são engraçadas e nunca foram reais. Tem o cabelo, escrever sobre o cabelo dele seria cômico. Mas daí eu me lembro do sorriso, que por sinal é lindo e tem todo um charme, mas o texto se tornaria meloso e eu não quero isso. Então, eu posso contar das piadas e como ele gosta de rimar todas as palavras que escuta. Posso falar de sua personalidade, no quanto é quieto, calmo e totalmente diferente de mim. Poderia dizer muita coisa sobre seus olhos azuis mas eu voltaria ao quesito meloso e eu estou tentando fugir disso! Já sei, posso contar o quanto foi gostoso ficar sentado em um banco conversando, sem fazer nada. Tá, não teria nada para falar a respeito, até porque não fizemos nada de diferente mas foi o "fazer nada" mais gostoso! Eu poderia citar aqui várias coisas, como quando ele lambe minha testa e isso me deixa eternamente irritada, como quando ele diz que sempre estou certa e isso realmente me deixa muito brava, ou como ele é repetitivo com seus acontecimentos, ou como suas mãos são bonitas, ou sobre seus gostos sobre tubarões, que por um acaso descobrimos que temos coisas em comum, sobre ele ser uma pessoa prestativa, ou sobre ele já ter descoberto meu coração de pedra e adorar jogar isso na minha cara, ou como ele aceitar que tenho bloqueios para demonstrações de afeto, posso falar de quando ele me chama de bebê e o quanto eu acho bonitinho e meloso, posso falar até que estou gostando de coisas melosas. Pois é, teria várias coisas para escrever a respeito mas são coisas que precisam de detalhes, descrições e tem certos momentos que são indescritíveis.

09/09/2008

Ela...

Ela que faz da sua voz uma trilha sonora para meus ouvidos, que serve como calmante. Que sempre tem algo para dizer em qualquer situação, seja ela boa ou não. Que sabe dar conselhos mas isso não significa que eu sempre escuto. Aquela que fez pela metade e passou seus piores genes pra mim, o da baixa estatura. Ela que já me deu vários beliscões, puxões de cabelo, castigos e horários para voltar. Aquela que diz que me encontrou na lata de lixo e que a semelhança é inquestionável. Ela que consegue passar horas escutando meus contos mais banais e o pior é que ri dos meus contos banais. Ela que diz que no final tudo sempre acaba bem. Ela que tem quarenta anos e corpinho de vinte. Ela que veste o mesmo tamanho que o meu. Ela que deixa eu roubar todas suas roupas novas. Ela que abdica de tudo para o bem alheio. Ela que tem a cabeça na lua, esquece de tudo e de todos. Ela que é quieta até demais. Ela que adora bons vinhos. Ela que é loira dos olhos verdes. Ela que nasceu no dia quinze de Junho, meio do ano e meio do mês. Sim, isso é um diferencial. Ela que liga de um barzinho alternativo enquanto sua filha está sem opções e vai para uma festa onde toca sertanejo. Ela que tem bom gosto e é super cool. Ela é aquele tipo de pessoa que você pode chamar de multi-uso, decoradora, pintora, paisagista, dona de casa. Ela consegue passar horas dentro uma única loja, seja ela de móveis ou de roupas. Consumista! Quem é Ela? Ela é minha mãe, oras! Minha Mãe Loira do funk!
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