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03/08/2010

Pedidos

Eu pedi. Pedi por várias coisas. Sou do tipo pidoncha mesmo. Peço livros, cd's emprestados. Peço até comida e bebidas. Peço por franqueza, por sinceridade, por palavras explícitas, por sentimentos sensatos. Pois é, peço muito. Por tudo e para todos. Sou do tipo sem vergonha e doa a quem doer. Peço, para que os outros não sintam por mim. Façam o mesmo. Peço por liberdade e independência.  Peço por você, por ela e por mim. Peço por calma. Tenham calma. Eu nunca disse que era perfeita. Peço por considerações. Nunca disse que meu coração era de pedra, mas sim que a frieza sobressaia. Peço, pois sei que tais pedidos são fáceis de concretizar-se. Não sou de muitas coisas. Peço por compreensões. Peço por pessoas afáveis. Peço por conhecimento. Peço por insultos e repreensões cabíveis. Peço acima de tudo por clareza. Peço por simplicidade nos atos, fatos e conclusões. Simplesmente peço. Pois sei que uma hora ou outra os pedidos serão realizados. Peço, porque pedir não paga, não dói e não insulta ninguém. Peço por pedir. Mas sempre espero que seja atentido.

05/07/2010

Olhar pra trás e perceber

Mas e aí, valeu a pena? Olhar pra trás e perceber que tudo aquilo mudou? Mudar e evoluir é necessário. Mas é tão necessário deixar passar toda aquela essência inocente que só vocês tinham? Pois é, tudo aquilo passou. Mas ainda não sei se era, de fato, necessário. Aquela coisa de caminhos opostos, decisões, opiniões, idéias e pensamentos vão tornando-se diferentes com o passar dos anos. E fazem com que aquela química seja desfeita. Mas hein, lembram-se que nunca foram parecidos? Enquanto ela usava blusa roxa, você saía comprar uma gola alta nude. Enquanto ela pintava os cabelos e passava vermelho fogo, você mal ia ao cabeleireiro. Pois é, nunca seguiram os mesmos padrões. Você via romance e ela adorava Kill Bill. Você era a calma e a sensatez. Ela obviamente, totalmente o contrário. Vocês brigavam, xingavam-se. Mas isso nunca foi empecilho para nada. Mas todo esse encanto passou. Essa época, esses momentos, aquelas fotos e cartas. Agora vocês são apenas conhecidos. São apenas educados. Vocês apenas são. E mais nada.

21/06/2010

EU USO ÓCULOS

São questões um tanto quanto relevantes. Pra você. Não pra mim. Nenhuma questão que me deixe preocupada é relevante. Não, não irei discutir. Eu já cansei antes mesmo de começar. Pode ser que algum dia alguém aprenda que nem sempre somos obrigados a aceitar fatos e atos. Que estar certo ou errado é sim, de fato relativo. Sempre há duas vertentes, duas visões e duas opiniões. E sempre remete aquela questão, 'está nos olhos de quem vê'. Digo isso querendo que seja de uma forma desacreditada, nem sempre quero estar certa. Mas isso é verdade. E infelizmente, meus olhos não me enganam mais. Eu tenho usado óculos, sabe? Pois é, enxergamos coisas que não queremos, deixamos de falar coisas que nos sufocam e tudo isso pra que mesmo? Talvez aquela lição sobre manter boas relações esteja surtindo efeito. Mesmo um efeito retardado. Mas talvez. Sob a acusação de que sou grossa, insensível, exagerada e claro rancorosa. Mantenho-me sob efeito de uma boa dose de paciência e contenho-me. Mas eu enxergo, posso ser tudo isso, muitas coisas e afins, mas eu enxergo. Afinal, eu uso óculos.

18/05/2010

Um certo incômodo

Eu sinto muito pelo incômodo. Mentira. Pra falar a verdade, eu não sinto nada. A sua inquietação sobre os atos alheios é um tanto quanto preocupante. Não pra mim. Como já disse. Eu não sinto. Eu não sinto por você, não sinto por ela, não sinto por ele e não sinto nem por mim. Tenho comigo que suas palavras, caras e bocas não fazem muita diferença. Se fizesse, creio que alguém já teria mudado seu jeito de ser, de pensar e passaria a ser um pouco mais como você. Mas ninguém está disposto a isso. Ninguém deseja ser uma pessoa amarga, ser uma pessoa confusa, ser um tanto quanto mórbida. Pois é, as vezes chego a pensar que sua vida se restringe à vida dos outros. Não, longe de mim super valorizar os meus momentos. Até porque, você já faz isso por mim. Mas cabe a mim, decidir o que é ou deixa de ser importante. Não sinto em dizer que alguém com características tão desprezíveis pré determinadas por mim, consiga ao menos definir o que sou, o que tenho, o quero ou o que irá acontecer.
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